O mercado da energia evolui rapidamente. Enquanto o telecontrolo se aplicava antigamente sobretudo às instalações a partir de 1000 kVA, verificamos hoje cada vez mais que também os sistemas de baterias a partir de 100 kVA ficam sujeitos ao telecontrolo. Isto levanta questões nas empresas que investem no armazenamento de energia. O que significa exatamente o telecontrolo? E que papel desempenha o EMS da Voltmasters neste contexto?
O que é o telecontrolo?
O telecontrolo significa que o gestor de rede pode monitorizar uma instalação à distância e, se necessário, intervir. Trata-se de registar as potências, as tensões e as correntes, mas também de poder impor limitações de potência ou, em situações excecionais, um deslastre.
Para as instalações mais pequenas, não era esse o caso anteriormente. Mas a instalação massiva de sistemas de baterias tem hoje um impacto real na rede elétrica, sobretudo nas regiões onde a capacidade da rede está sob pressão. É por isso que o telecontrolo é cada vez mais imposto a este nível de potência.
Porque é que o limite se desloca para os 100 kVA?
A principal razão é o congestionamento crescente da rede. Uma bateria pode ao mesmo tempo injetar e retirar, influenciando assim ativamente a rede.
Além disso, o número de sistemas de armazenamento de energia aumentou fortemente. Enquanto as baterias eram antigamente excecionais, os sistemas entre 100 e 500 kVA são hoje mais a regra do que a exceção. Os gestores de rede pretendem, por isso, mais visibilidade e controlo sobre estas potências.
Os programas em torno da flexibilidade aceleram esta evolução. A rede elétrica tem de ser gerida de forma cada vez mais dinâmica, e as instalações maiores são aí integradas.
O que significa isto para um projeto de bateria?
Quando uma empresa instala uma bateria de 115 kVA, por exemplo, o gestor de rede pode exigir a implementação de um telecontrolo. Isto implica geralmente um quadro de telecontrolo, uma ligação de comunicação e a possibilidade de limitar a potência à distância.
Isto tem um impacto técnico e financeiro. Exige uma integração correta na conceção e um controlo que tem em conta os sinais externos. Sem uma abordagem ponderada, pode prejudicar o funcionamento da bateria.
O papel do EMS da Voltmasters
Na Voltmasters, o Energy Management System é desenvolvido tendo em vista aplicações industriais e a integração na rede. O EMS controla a bateria não só com base no autoconsumo, nas potências de pico, nos preços da eletricidade ou na flexibilidade, mas tem também em conta as restrições da rede.
Quando o telecontrolo impõe um limite de potência, o EMS trata-o como uma restrição na otimização. A bateria reduz a sua potência de forma controlada e, se necessário, a interação com as instalações PV também é tida em conta. Assim, a instalação permanece conforme com os requisitos da rede sem perturbar desnecessariamente a atividade da empresa.
O telecontrolo é sempre obrigatório a partir dos 100 kVA?
Depende do gestor de rede, da localização, da potência de ligação e da capacidade local da rede. Em algumas regiões, ainda não é um requisito padrão, noutras é imposto sistematicamente.
A tendência é, no entanto, clara: os 100 kVA são cada vez mais considerados um limiar relevante. Quem desenvolve hoje um projeto de bateria a este nível de potência tem todo o interesse em integrar o telecontrolo já na fase de conceção.
Conclusão
O telecontrolo passa de exceção a prática padrão para as baterias industriais a partir de 100 kVA. Ao ter isto em conta de forma proativa na conceção técnica e na integração do EMS, evita limitações e más surpresas mais tarde.
O EMS da Voltmasters é compatível com o telecontrolo da Fluvius. Assim, uma bateria não só continua interessante do ponto de vista económico, como também corretamente integrada a nível técnico e da rede.